6 Julho, 2008 às 9:13 pm (Dor, Poética, Prosa)
Tags: Dor, Poética, Poema, poesia, Prosa
Onde repouso o olhar embaciado
turvado pelas brumas da tristeza
que goteja, incessante,
que escorre lentamente
pelos poros de minh’alma,
embalada em suspiros de agonia
que exalam de meu coração?
Onde encosto as pernas bambas
da inútil caminhada
em busca dos teus olhos?
Onde descanso a carcaça,
os ossos – destroços
do gélido cansaço,
de palpável e lúgubre centelha
de dor inerte e insana?
Onde deixo os beijos – abortos -
destinados aos teus lábios?
Agora se enroscam – luzidias serpentes -
amarfanhando-se em meu peito
inundado em charcos de lágrimas cruas,
que borbulham em fontes de fel?
Onde encosto o soluço
das mil noites insones
das tresloucadas madrugadas
de prantos errantes
da chaga colossal de dor pungente
queimando lânguida, envolvente,
despojando a alma errante e triste
desfazendo-se em laços, pedaços,
esquartejando meu ser
até, enfim, voar liberto
em busca do alívio incerto
descansar, repousar, fenecer…
(escrito por Zailda Mendes)
Deixe um comentário
6 Julho, 2008 às 3:26 pm (Poética, Prosa, amor)
Tags: amor, Poética, Poema, poesia, Prosa
Você é minha luz
minha fogueira cristalina
a luz da manhã
meu porto de chegada
ponto de partida
meu medo, minha dor
alucinação
você é a cortina da minha janela
a lua e as estrelas
minha alma, minha vela
razão da minha vida
Sem você sou nada
página rasgada
violino roto
sou flor sem pétala
navio desgovernado
nas águas bravias da saudade
sua mão, minha âncora
seu amor, meu destino
com você sou pirata
sou anjo, demônio
sou eu, sou você
sou nós, sou um só
começo e termino em você.
(escrito por Zailda Mendes)
Deixe um comentário
6 Julho, 2008 às 3:25 pm (Poética, Prosa, amor)
Tags: amor, Poética, Poema, poesia, Prosa
Meu amor, que fazer
se meu sangue insiste
em correr em tuas veias
se meus lábios insistem
em procurar os teus
se minha vida insiste
em se enroscar na tua
se meus olhos me traem
e caem dentro dos teus
se meu coração se abre
pra te abrigar
se meu pensamento me abandona
e se embala no teu?
Meu amor que posso fazer
se minha alma
me abandonou e agora
está ao pé da tua
se meu espírito se perdeu
e se misturou com o teu?
(escrito por Zailda Mendes)
Deixe um comentário