Alma inquieta

Grita, alma inquieta
brama, uiva e arqueja
contorce com a chaga aberta
na tua prisão dourada
gane, alucinada
ergue as mãos e encontra o nada
ouve o pio da coruja
ouve a voz do furacão
que habita em ti
que rasga teu seio
e chafurda na tua carne
inerte, pisoteada
vagueia no passado
ronda pela noite
e a madrugada
há de te achar assim perdida
nua, pagã, abandonada

(escrito por Zailda Mendes)

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