Alma minha

Por que te vais assim, alma minha,
por que te afastas
em uma sombra de pergaminhos
teu vulto de madrepérola
quero enlaçar
quero possuir, quero amar
ver escorrer de teu lábio
o riso frouxo
derreter de teus olhos
o teu amor
meu peito, ave errante
pousou em teu ninho
teu coração, minha âncora
e se arrasta por entre nuvens de pranto
se encolhe em chagas de carmim
se não me queres
se não me olhas
se não me tens
te amo, e esse amor é uma brasa viva
em meu coração pulsante
que ora chora, ora brada
por tua boca
por tuas carícias desnudas
suas súplicas sentidas
seus sussurros insones
e noites mal dormidas
e pesadelos esquecidos
guardados

(escrito por Zailda Mendes)

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: