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Poço de carícias e ternura
rocha de paixão e de loucura
lâmina que corta e que mistura
teus fluidos aos meus, com fremência,
desejo que me engole com a urgência
do teu corpo que me fustiga sem clemência
ave de rapina que me arrebata
e me abre o peito, me mata
em uivos de desejo e prazer
em ondas que trespassam meu ser
louco pássaro que me desfalece
com carícias tão doidas, adormece
teu cansaço no meu
e entrego meu corpo ao teu
não sei se anjo ou demônio
não sei se paixão ou frenesi
só sei que me entrego inteira
começo e termino em ti.
(escrito por Zailda Mendes)
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