Neblina

Neblina insana baixa sobre a noite
que se fez mais cedo na tua ausência
vem sobre o meu peito como açoite
e a tempestade cai na alma sem clemência

Noite extrema que clama em furor
estupor de pranto lavado em brisa
chaga que arde no meu céu sem cor
se instala em meu peito que agoniza

Oh, ausência atroz e amargurada
vazio que me entorpece em ais
me deixa a vagar pela madrugada
bebendo na luz profana dos mortais

Olhar vazio, lágrima torrente
a espera insana finalmente exala
último suspiro de chama latente
a esperança, abandonada, estala

(escrito por Zailda Mendes)

1 Comentário

  1. 4 novembro, 2008 às 11:58 am

    A vida é como a neblina constata a brevidade do corpo e da eternidade da alma. John Piper instiga o leitor a examinar-se com ousadia, vasculhando sua história pessoal, suas concepções sobre Deus, suas angústias e suas convicções.

    Recomendo…


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