Latente

Quando você se vai
meu peito jaz, sombrio
mas se me toca
meu corpo se abre em desvario
teu beijo me alucina
e eu, ave no cio

Nossas línguas traçam arcos
e se misturam
eu me esfrego em teu corpo
e nossos sexos se procuram
e os suspiros de amor são preces
que nossas bocas juram

O desejo jorra em meu corpo
como uma serpente
meu mamilo em sua boca
é uma chaga ardente
meu prazer tem pressa
e se derrama, latente

calo gemidos de prazer
nessa dolorosa orgia
que me rasga a carne
de desejo em agonia
e me entrego, delirante
até raiar o dia

(escrito por Zailda Mendes)

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