Criatura

Ainda arde na face o bofetão que deste
ainda agoniza o seio onde cravaste o punhal
mas lançam teu castigo os anjos celestes
te dei amor e me pagaste com o mal

Ignoraste meu clamor queixoso
ofuscaste a beleza de um amor tardio
arrancaste, de um só golpe poderoso
e deixaste apenas um coração vazio.

Afogaste a lágrima em lúgubre veneno
e devolveste apenas teu coração pequeno
enlameaste meu sonho de doce ternura.

Carregas na alma o castigo pleno
e hás de padecê-lo, agora te condeno
lambe o chão onde rastejas, pérfida criatura.

(Escrito por Zailda Coirano)

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